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  • A Psicóloga Sara

Auto-Estima e Auto-Imagem: O que fazer quando você não consegue aceitar-se?

Atualizado: 27 de Out de 2019

Belas. Todas queremos ser. Beleza. Muitas anseiam por ter. Aceitação. Poucas decidem fazer. Você desvaloriza-se pelo que é e valoriza a imagem que criou para “aquilo” que acha que deveria ser? Afinal, quem é você? Um ser real ou a busca incessante pelo “eu” ideal?


Um dos passos mais importantes que podemos dar para uma vida mais plena e feliz é o denominado “auto-amor”, que é o gostar de si próprio, acolher-se, aceitar-se, respeitar-se naquilo que é (ou não é). Quantas de nós vivem numa eterna (e insatisfatória e inglória!) procura pelo corpo ideal, na tentativa de ser alguém para além de quem se é de verdade? Os seus conceitos de beleza, foram importados de onde? Ditados por quem? O tipo de beleza na qual você acredita pode ser de facto alcançável? Viável? Verídica?

Todas estas questões levam a um destino certo: aceitação corporal ou a urgência de começamos a reflectir de que formas a nossa percepção distorcida de nós mesmas (e consequente falta de auto-estima e amor-próprio) está condicionada pela sociedade, ou pelos media, que directa ou indirectamente impõem “ideais” irrealistas de perfeição, com uma infeliz e inevitável consequência para si mesma: o sofrimento emocional. E eis a questão que não quer calar: como é possível amar-se a si mesma, ter uma boa auto-estima quando se está sempre a criticar, a cobrar e a julgar pelo seu aspecto?!


Que guerras são essas que se travam em nome da eliminação da celulite, das estrias, rugas e gordurinhas, batalhas contra o próprio tempo, que naturalmente passa por nós e por toda a natureza, fazendo-nos exterminar certas características corporais, transformando o nosso corpo num campo de batalha contra características próprias que são nossas e só nossas, nasceram connosco como marcas de água de um legado geracional, vivo, autêntico e único, tal como a nossa impressão digital? Que porções de vida original que carregamos são erradicadas de nós mesmas para nos tentarmos tornar apenas mais uma cópia de uma imagem retocada em Photoshop?


O seu corpo, quer o ame ou o odeie, é o que tem fundado a sua existência, pois se aí está a ele o deve. O seu corpo, quer o ame ou o odeie, é tão-somente um templo vivo que habita, templo esse a sua casa no mundo e o constante retorno a si mesma.

O corpo, entendido como o lugar que nos dá uma forma física, permite-nos actuar sobre o mundo externo e é uma parte mais que importante de nós mesmas. Juntamente com as emoções e pensamentos, formam um “todo”, o que nos diferencia do resto. Porque é que os padrões de beleza actuais e a percepção errónea do que é a saúde a levam por vezes a odiar o seu “todo”, passando a amar uma fantasia utópica em que o envolve?


Que “inconsciente colectivo” é esse tão internalizado dentro de nós que nos faz julgar umas às outras pela marca corporal, pela celulite, pelas unhas por arranjar ou pelas sobrancelhas por fazer e que nos faz logo sentenciar “que acabada, que desleixada” apenas pela simples aparência de alguém? Perceba que isso é um reflexo da sociedade e que recai sobre si. Não seria mais agradável poder gostar de si mesma tal como é, vendo as suas “imperfeições” como perfeitas marcas do tempo e do que viveu? O seu corpo é parte de si e conta a sua história. Acolha-o. Acolha-se. Respeite-o. Respeite-se.


E, já agora, porque não amá-lo, amando-se? Aceitá-lo é dar-se amor e você merece todo o amor do mundo pelo simples facto de existir. E de ser quem é.

Então, como podemos oferecer todo o respeito que o nosso corpo merece e assim começarmos a ter mais auto-estima, mais amor-próprio e uma vida mais leve?


Querida pessoa, deixo-lhe em baixo alguns passos essenciais.


. Escute o seu corpo


Comece por tentar entendê-lo. Não é a brigar contra ele que você se ajuda ou cria as bases para se sentir bem. Procure conhecer-se a si mesma, com curiosidade, descobrindo a sua singularidade e complexidade únicas e naturais, tornando-se a sua principal aliada na grande viagem (e a mais importante) que é aquela que podemos fazer ao centro de nós mesmas. Perceba, através dos sinais que o seu corpo lhe dá, que quando não nos cuidamos o suficiente, quando não dialogamos connosco mesmas, o corpo começa a tornar-se numa barreira ou num escudo defensivo em relação a nós e ao mundo à nossa volta. E quando nos sentimos mal, a tendência é ferir-nos ainda mais, comendo o que não nos faz bem, fazendo dietas excessivas ou colocando demasiada intensidade no exercício físico que praticamos.


. Comece a aceitar o seu corpo


Num processo que pode ser mais ou menos difícil de realizar, não confunda aceitação com resignação. Sim, são com coisas completamente diferentes. Aceitar não quer dizer ficar de braços cruzados e não mudar nada nunca mais. Significa apenas começar por gostar mais de si, permitindo-se aos poucos revelar a si mesma a beleza que existe dentro de si. Que beleza esconde? Que beleza mostra? Por exemplo, o seu nariz, os seus ombros ou seus olhos? O que dizem sobre si? Consegue senti-los com delicadeza? Que partes do seu corpo mais gosta? Consegue encontrar beleza e perfeição completas ao constatar que dentro tal como fora, o seu corpo é capaz de orquestrar uma incrível sinfonia divina que garante – a cada milésimo de segundo – a manutenção da sua vida? Você tem olhos que podem ver? Uma mente que lhe permite raciocinar? Conta com um nariz que lhe permite respirar? Com pernas que a obedecem? Com uma pele que consegue sentir carícias? Com um coração que bate? O que toma por garantido na sua vida? A saúde? Poder usufruir de um corpo funcional? O que mais? Saiba que nada disto o é, por isso, lembre-se de todas as pessoas que desejariam ter a sua saúde (e não têm) ou um corpo como o seu. Aceite, pois, as suas formas, as suas irregularidades, os seus relevos e os seus tamanhos. Encontre a perspectiva adequada e justa para o seu corpo, não o valor que nos dão em comparação com a publicidade. Não é só a roupa que a envolve que forma a sua aparência pessoal perante os outros, também o são os seus pensamentos, as suas ideias e emoções.


. Desenvolva-se emocionalmente


Quando não somos dependentes da opinião dos outros para nos sentirmos bem, ou seja, quando nos tornamos emocionalmente independentes, libertamo-nos da necessidade que atender em demasia às expectativas que vêm de fora, que vêm dos outros. Na verdade, colocar nas mãos dos outros esse poder, para além de nos fragilizar como seres humanos, apenas fará com qua a sua busca pela aprovação externa seja um “saco sem fundo”, porque por mais que você se esforce, nunca se sentirá suprida. Você só se nutre realmente daquilo que você se dá a si mesma, o mundo lá fora nunca o poderá fazer por si. Só nos sentimos verdadeiramente preenchidos com aquilo que vem de dentro de nós. Isto trata-se apenas de maturidade emocional, que significa que você entendeu que o amor-próprio é tudo na vida, que a auto-aceitação traz com ela o sentimento de completude, de plenitude, de paz interior, permitindo-lhe ver as coisas com mais clareza, seguindo em frente com sabedoria e passando a lidar com a vida e consigo mesma de uma forma mais construtiva e positiva.


. Considere fazer Terapia


Abrace um processo de mudança, de transformação pessoal na sua vida. Comece a construir pontes que possibilitem o reencontro consigo mesma, ao invés de continuar a edificar os muros que a separam de si. Concretize os seus sonhos, passo a passo, com o apoio certo, e assegure que tem as ferramentas essenciais para alcançar as mudanças que pretende, desenhando a vida que deseja de uma forma sustentável e verdadeiramente gratificante. O acompanhamento psicoterapêutico, realizado por um(a) psicólogo(a) ou psicoterapeuta é essencial para este processo, pois irá ajudá-la a chegar à raiz do problema, e isso permitirá que comece a entender-se melhor e como e porque é que agimos da maneira que agimos. Isso auxilia-nos a perceber aquilo que muitas vezes nós mesmas, sozinhas, não conseguimos e estimula-nos a pensar de uma forma mais consciente, profunda e sólida. Para mudar uma parte do seu corpo, você necessita reflectir se realmente é necessária uma modificação. Logo, identificar a razão de querer essa mudança é importante. Será porque você não gosta da parte do corpo em si, ou será que tal desejo surge da comparação com os outros?


. Reconheça a sua individualidade


Veja bem: você é uma pessoa única no mundo e completamente exclusiva à face da Terra. Você tem traços físicos particulares, uma mente e um corpo singulares, tem as suas próprias emoções, sensações, sentimentos, pensamentos, crenças e atitudes. Para quê querer tornar-se a cópia de alguém que nem sequer existe, nessa “perfeição” ilusória e irreal? Mesmo os gémeos univitelinos, por mais idênticos que sejam, possuem sempre algum detalhe que os distingue. Todos somos diferentes, e no entanto únicos, ao mesmo tempo. E é precisamente essa diversidade e multiplicidade que dão tempero à vida.


Então, agora mais facilmente poderá compreender que a auto-aceitação está profundamente ligada à auto-estima e ao amor-próprio. Estes são os pilares indissociáveis para uma vida feliz, plena e realizada, a par com a auto-confiança, o auto-conceito e o auto-conhecimento. Aceitar-se a si mesma significa, acima de tudo, acolher / integrar / respeitar os seus pontos fortes, assim como os pontos fracos (que todos, absolutamente TODOS) temos e aceitar que ambos coexistam em si. É saber que você tem potencialidades e limitações e lidar com isso de forma leve e pacífica dentro de si.


Todos os dias da sua vida, por mais que conviva cercada de pessoas, é com aquilo que há dentro de si que você (con)vive diariamente, e não com aquilo que vem dos outros. Encontre-se consigo mesma e se diga-se um sonante “SIM”. Não espere o "corpo ideal" para então começar a amar-se e a aceitar-se, pois é nesse ponto "não-ideal" que a transformação acontece de maneira mais plena e verdadeira.


A mudança verdadeira, real e duradoura apenas acontece de dentro para fora, e nunca no sentido contrário. A lagarta só se torna borboleta quando passa por um processo interno, dentro do casulo, para então, rompê-lo e conseguir voar. Tenha isto em mente e procure reverter o rumo da sua busca.

Você tem o poder de mudar o seu corpo, mas isso – na maioria dos casos – não significa que você irá amá-lo. O significado de beleza no que se refere à imagem, é bastante relativo e vai se modificando ao longo do tempo. Mais além do que impõe a moda, o certo é que o corpo é a melhor máquina tecnológica com a qual contamos.


Claro que poderíamos mudar alguma parte, pois tudo na verdade é sempre passível de sofrer alguma alteração, mas para isso não temos, necessariamente, de depreciar o que temos.


Na verdade, nunca "ninguém está bem no seu lugar"… a maioria das pessoas estão descontentes com a sua imagem corporal. Os magros gostariam de ter um corpo mais forte… os mais fortes gostariam de ter um corpo mais magro… os altos estão cansados de ver o mundo de cima… e os baixos de ter a sensação de que não os levam a sério.

Amar-se tal e qual como é, independentemente do que a sociedade ou os media ou a publicidade ou a moda lhe impuseram é libertador e traz mais luz à sua vida. O amor passa a fluir dentro de si e é a partir desse ponto que você se torna capaz de fazer o amor fluir de si para o outro com muito mais facilidade.


Diga um grande SIM a si mesma. Marque esse tão aguardado encontro consigo e nesse encontro não se esqueça de uma coisa. De se dar um abraço bem apertado. Porque você merece. Porque você é perfeita como é. Porque todas nós somos. E seja grata por isso.



Beleza real? Beleza natural? Beleza, ponto final.

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© 2019 por A Psicóloga Sara Ferreira